Cheguei na Alemanha há pouco mais de uma semana. Viajei demais, e estou de ressaca até hoje. Meio que nem bêbado passando mal dizendo que nunca mais vai beber. A sensacao é de que eu nunca mais vou querer viajar. Mas já estou planejando Barcelona para agosto, entao isso nao deve durar muito... mas que eu estou enjoada, estou. Até porque a viagem de volta da Guatemala nao ajudou muito. Estive em OZ. A foto acima mostra a minha cela coletiva. Explico: em um misto de desatencao, burrice e péssima escolha de agentes de viagem, terminei chegando ao México sem visto. Mas antes de sair da Guatemala eu já tinha sido alertada pela mulher da compania aérea, que me disse que eu teria que pagar uma taxa. Foi só isso que ela disse, entao eu fui tranquila, pronta para a última facada da viagem, mas tranquila. Mesmo antes de sair da Guatemala, já vi que a coisa nao ia ser bem assim. Ao embarcar, a mocinha que geralmente destaca o seu cartao de embarque e checa o seu passaporte me deu atencao especial. Destacou meu cartao de embarque, tomou meu passaporte, e me escoltou pessoalmente até o aviao, onde entregou meus documentos ao comissário de bordo responsável. Vendo a cena, eu comecei a ficar nervosa: mas como assim? Eu vou ficar sem o meu passaporte??? Nao se preocupe senhora, o seu passaporte vai estar aqui o tempo todo, e a senhora vai recebe-lo de volta em Amsterdam. Hein??? Resolvi nao discutir, já traumatizada com as histórias de terror contadas por brasileiros aprisionados pelo mundo afora. Antes do aviao sair do lugar, liguei pro Bernardo do celular e avisei: se eu sumir, me procura no México. Chegando lá... veio uma outra mulher me receber no aviao, ainda dentro do minibus que busca a gente no aviao. Ela recebeu meu passaporte do comissário, preencheu mil papéis na minha frente, me fez assinar um (que ela só me explicou o que era da terceira vez que eu insisti que ela me explicasse, acho que ela nao está acostumada a gente que faz perguntas) e me acompanhou até a sala, que vocês vêem aí em cima. Na hora da foto estava tranquilo. Quando eu cheguei, umas horas antes, só tinha uns caras esquisitissimos. Super agradável. Fiquei na sala por 5 horas, até o próximo vôo. Fui levada para almocar por um guarda, junto com uma hondurenha que tb estava na sala. No caminho nao pudemos comprar nada, porque estavamos sem o nosso passaporte. No lado positivo, a sala até era ampla, toda de janelas, como vocês podem ver (assim nao tinha risco de coisas bizarras acontecerem lá dentro), tinha banheiro feminino e masculino sem papel, bebedouro, orelhao e tomadas funcionando. Fiquei o tempo todo jogando paciência e vendo South Park no meu laptop, o que me fez pagar um certo mico na hora de ser levada pra almocar, já que o guarda ficou um tempao chamando o meu nome e eu nao me manifestava, por causa dos fones de ouvido. No geral, ficar ali detenta nem é tao ruim assim. O desagradável mesmo é ser tratada como fora da lei, tendo seu passaporte tomado e ficando sob custódia de um guarda. Ao embarcar no aviao para Amsterdam já recebi o passaporte de volta e fiquei tranquila. De qualquer forma, acho que rolou uma overdose de viagem. Em meio às pilhas espalhadas pela minha sala - pilha de livro, de xéroxes, de roupas, de documentos... - encontrei uma pilha nova: a pilha de cartoes de embarque. Nunca tinha juntado tantos de uma vez só. Ao todo foram 13 em 2 meses!!! Fiquei chocada. A única esperanca é acumular uma boa quantidade de milhagem... mas pensando bem, só serve pra viajar mais... argh... Aí vai o saldo final do itinerário latino-americano do primeiro semestre de 2008 (nunca se sabe o que vai acontecer no próximo semestre da vida de um doutorando):Monday, 14 April 2008
Ressaca
Cheguei na Alemanha há pouco mais de uma semana. Viajei demais, e estou de ressaca até hoje. Meio que nem bêbado passando mal dizendo que nunca mais vai beber. A sensacao é de que eu nunca mais vou querer viajar. Mas já estou planejando Barcelona para agosto, entao isso nao deve durar muito... mas que eu estou enjoada, estou. Até porque a viagem de volta da Guatemala nao ajudou muito. Estive em OZ. A foto acima mostra a minha cela coletiva. Explico: em um misto de desatencao, burrice e péssima escolha de agentes de viagem, terminei chegando ao México sem visto. Mas antes de sair da Guatemala eu já tinha sido alertada pela mulher da compania aérea, que me disse que eu teria que pagar uma taxa. Foi só isso que ela disse, entao eu fui tranquila, pronta para a última facada da viagem, mas tranquila. Mesmo antes de sair da Guatemala, já vi que a coisa nao ia ser bem assim. Ao embarcar, a mocinha que geralmente destaca o seu cartao de embarque e checa o seu passaporte me deu atencao especial. Destacou meu cartao de embarque, tomou meu passaporte, e me escoltou pessoalmente até o aviao, onde entregou meus documentos ao comissário de bordo responsável. Vendo a cena, eu comecei a ficar nervosa: mas como assim? Eu vou ficar sem o meu passaporte??? Nao se preocupe senhora, o seu passaporte vai estar aqui o tempo todo, e a senhora vai recebe-lo de volta em Amsterdam. Hein??? Resolvi nao discutir, já traumatizada com as histórias de terror contadas por brasileiros aprisionados pelo mundo afora. Antes do aviao sair do lugar, liguei pro Bernardo do celular e avisei: se eu sumir, me procura no México. Chegando lá... veio uma outra mulher me receber no aviao, ainda dentro do minibus que busca a gente no aviao. Ela recebeu meu passaporte do comissário, preencheu mil papéis na minha frente, me fez assinar um (que ela só me explicou o que era da terceira vez que eu insisti que ela me explicasse, acho que ela nao está acostumada a gente que faz perguntas) e me acompanhou até a sala, que vocês vêem aí em cima. Na hora da foto estava tranquilo. Quando eu cheguei, umas horas antes, só tinha uns caras esquisitissimos. Super agradável. Fiquei na sala por 5 horas, até o próximo vôo. Fui levada para almocar por um guarda, junto com uma hondurenha que tb estava na sala. No caminho nao pudemos comprar nada, porque estavamos sem o nosso passaporte. No lado positivo, a sala até era ampla, toda de janelas, como vocês podem ver (assim nao tinha risco de coisas bizarras acontecerem lá dentro), tinha banheiro feminino e masculino sem papel, bebedouro, orelhao e tomadas funcionando. Fiquei o tempo todo jogando paciência e vendo South Park no meu laptop, o que me fez pagar um certo mico na hora de ser levada pra almocar, já que o guarda ficou um tempao chamando o meu nome e eu nao me manifestava, por causa dos fones de ouvido. No geral, ficar ali detenta nem é tao ruim assim. O desagradável mesmo é ser tratada como fora da lei, tendo seu passaporte tomado e ficando sob custódia de um guarda. Ao embarcar no aviao para Amsterdam já recebi o passaporte de volta e fiquei tranquila. De qualquer forma, acho que rolou uma overdose de viagem. Em meio às pilhas espalhadas pela minha sala - pilha de livro, de xéroxes, de roupas, de documentos... - encontrei uma pilha nova: a pilha de cartoes de embarque. Nunca tinha juntado tantos de uma vez só. Ao todo foram 13 em 2 meses!!! Fiquei chocada. A única esperanca é acumular uma boa quantidade de milhagem... mas pensando bem, só serve pra viajar mais... argh... Aí vai o saldo final do itinerário latino-americano do primeiro semestre de 2008 (nunca se sabe o que vai acontecer no próximo semestre da vida de um doutorando):Monday, 31 March 2008
Sábado em Tikal
Esse sábado fui visitar o Parque Tikal, o maior sítio arqueológico da civilizacao Maya de toda América. Este sítio tem vestígios que mostram sua habitacao desde o ano 900 a.C. até 800 d.C., mas em outros lugares a civilizacao maia existiu desde 5.000 a.C. O parque é impressionante. As construcoes sao lindas e enormes, todas de pedra, e tudo é orientado em funcao do céu, de onde vinham os deuses. Todas as pracas têm um espaco central entre os prédios, justamente para recebre os deuses (super Arquivo X). Para se ter idéia do avanco científico, eles desenvolveram o calendário mais exato do mundo (melhor que o nosso, parece), e tinham também um observatório astronômico. Os arqueólogos imaginam que os Maya tenham deixado Tikal por causa das guerras com povos vizinhos e pelo aumento populacional exagerado, que causou o desmatamento e o uso degradante do solo, dificultando a sobrevivencia na regiao. Segundo o site do parque na internet, os Maya abandonaram a cidade há mais de 1.000 anos. Aos poucos o local foi sendo coberto pela floresta e se tornou uma lenda entre os indígenas, que se referiam a ele como a "cidade perdida". Tikal foi redescoberta em 1848, e em 1956 comecou a ser escavada pela Universidade de Pennsylvania. Hoje em dia, além dos templos e ruínas que estao à mostra, com a ajuda da NASA (!) se tem conhecimento de muitas outras construcoes que ainda estao de baixo da terra. Desde 1979 Tikal é Patrimônio Mundial da Humanidade UNESCO.
Para vocês terem uma idéia do quao fantástico é o parque: eu paguei para acordar às 4 da manha (depois de ir dormir à 1), pegar um aviao de hélice para 20 pessoas que fazia tanto barulho por dentro quanto os ônibus do Rio de Janeiro, caminhar o dia inteiro debaixo de um sol tao forte que me fez deixar a Tussigkeit de lado e usar boné (!!), conviver de perto com plantas e animais de verdade, e no final do dia voltar no mesmo aviaozinho, só que depois de uma chuva violenta e com o céu ainda nublado e com vento (o que nao me incomodou muito, já que eu estava tao exausta que dormi o vôo todo, ao contrário da americana histérica com sapatos de oncinha sentada perto de mim, que estava transtornada com o calor), e ainda assim voltei pra casa super satisfeita e encantada com tudo que eu vi. Recomendo com empenho.
P.S.: a foto comprova que eu usei boné (emprestado pela mae da Ariela)!
Saturday, 29 March 2008
Thursday, 27 March 2008
Blogs rule
Para quem se interessar: http://www.parlacenrd.blogspot.com/

